Sospechosas
Exposição no Palacio Paredes (Embaixada do Brasil na Argentina), com curadoria de Nara Cristina Santos. 9 jun – 25 jul 2026 Fotos: Georgina García
Exposição no Palacio Paredes (Embaixada do Brasil na Argentina), com curadoria de Nara Cristina Santos. 9 jun – 25 jul 2026 Fotos: Georgina García
ALECRIMSalvia rosmarinus Origem Região mediterrânea Princípio ativo Óleos essenciais, ácidos fenólicos e flavonoides Uso Medicinal, ritual e culinário Usado como tônico pós-parto e regulador menstrual, em infusões, banhos e defumações, foi empregado para aliviar melancolia e proteção contra “maus espíritos”, foi associado às bruxas na Europa medieval, por seu uso em poções amorosas e rituais […]
Cola acuminata Origem: ÁFRICA OCIDENTAL TROPICAL Princípio ativo: Cafeína Uso: Estimulante, sociabilidade e ritualístico. Usada como tônico pós-parto e afrodisíaco na África Ocidental, a noz-de-cola é compartilhada em diversas atividades sociais e religiosas. No Brasil, como obí das religiões afro-brasileiras, é instrumento de adivinhação e alimento dos orixás. Foi associada pelos colonizadores à libido, ao […]
Trotula de Salerno, do século 10, pioneira em saúde feminina, escreveu Sobre as doenças das mulheres. Sua obra foi silenciada e atribuída a homens por séculos.
Maias usavam a lótus-branca para úlceras e a consideravam sagrada. A vitória-régia (lapuna) possui na Amazônia maior valor simbólico.
O uso do tabaco nas práticas indígenas integra espiritualidade, medicina e cultura, com as mulheres guardiãs do conhecimento ancestral.
A pimenta-malagueta, vista como “primitiva” por elites europeias, era transgressiva quando usada por mulheres, associada a descontrole e sexualidade excessiva.
O manjericão tem propriedades medicinais. Símbolo de fertilidade e prosperidade foi associado à bruxaria na Europa medieval,
O manacá-de-cheiro tem propriedades medicinais, além de integrar rituais de purificação no candomblé e na umbanda.
Ligado às pajés mulheres, o jaborandi reflete o papel de liderança espiritual e medicinal feminina nas tradições indígenas.
A guiné, usada por escravizados no Brasil, unia cura corporal e espiritual. Seu efeito sedativo a tornou conhecida como “amansa-senhor”.
As mulheres maias usavam as sementes de glória-da-manhã em rituais de cura e para indução de partos, e os astecas as consideravam divinas
A chegada dos padres jesuítas à América do Sul no século 16 trouxe desconfiança em relação à erva-mate, uma planta sagrada para os indígenas guarani, associada à conexão espiritual.
O uso da coca tem mais de 4.500 anos. As sociedades pré-colombianas a consideravam um presente do Deus Sol.
A arruda é tradicionalmente usada por mães-de-santo e benzedeiras em rituais de purificação.