Categoria: Artistas-cientistas

A associação entre mulheres e plantas “venenosas, nocivas e suspeitas” é marcada por narrativas de demonização feminina e preconceitos ligados à alteridade. Inspirada por histórias de cientistas pioneiras, cujos legados foram reconhecidos tardiamente, reimaginei suas trajetórias por meio de retratos ficcionais criados com IA, que mesclam suas imagens às plantas e estéticas que as definiram, representando-as na idade de suas mortes.

Índia Sabina

Índia Sabina (Belém do Pará, c. 1715 — data e local de morte desconhecidos)

Na Amazônia do século XVIII, a Índia Sabina ganhou renome, combinando saberes indígenas e elementos do cristianismo para quebrar feitiços e fazer adivinhações. Em seus rituais, usava cruzes, água benta e orações à Virgem Maria, mas também cachimbo, ervas locais, aguardente com canela e defumações. Conduzia cerimônias intensas, levando pacientes a vômitos purificadores, nos quais, dizia-se, eram expelidos lagartos, vespas e criaturas fantásticas, como lacraias com cabeça de peixe.

Luzia Pinta

Luzia Pinta

(Angola ≈1700 – Portugal, data de morte desconhecida) Luzia Pinta foi escravizada quando criança e viveu em Minas Gerais. Comprou sua alforria dos irmãos João Pinto Dias e Manoel Pinto Dias, seus senhores, e uma pequena terra em Sabará, onde viveu. Participava de calundus, rituais coletivos de possessão e transe, com funções divinatórias e terapêuticas, […]

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